O Ministério Público Federal (MPF) expediu ofícios cobrando explicações sobre uma ação publicitária realizada em Saquarema durante a realização da 6ª etapa do circuito mundial da World Surf League (WSL), que terminou no último dia 26 de junho.
Durante a ação, veículos automotores teriam circulado sobre uma faixa de areia e vegetação de restinga da Praia de Itaúna, área que deveria estar sob proteção do município, para o enfrentamento do processo erosivo.
Além da WSL, a cobrança, em forma de ofícios, foi enviada também para a GWM Brasil, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Prefeitura de Saquarema, sobre um vídeo publicado nas redes sociais da GWM Brasil com a ação publicitária.
Nos documentos enviados pelo MPF, por determinação do procurador da república, Leandro Mitidieri, estão menções às imagens desse vídeo, em os veículos automotores passariam, inclusive, em área inserida no Parque Estadual da Costa do Sol (PECS).
O procurador lembra que, no último dia 1º de julho, foi identificado um pedaço de estrutura metálica enferrujada na faixa de areia, remanescente do evento da WSL de 2025, que ofereceria risco à população e ao meio ambiente.
Segundo o MPF, as partes acionadas têm 15 dias para informar se houve autorização do poder público para a realização da ação publicitária, além de identificar os responsáveis pela atividade e detalhar medidas reparadoras, mitigatórias e compensatórias.
O MPF também solicitou à WSL esclarecimentos sobre as providências adotadas para a retirada da estrutura metálica e as medidas destinadas a evitar que equipamentos utilizados nos eventos permaneçam na praia após sua realização.
Os ofícios fazem parte de processo da Procuradoria da República em São Pedro da Aldeia, cuja atuação abrange dos municípios de Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Saquarema.
“O objetivo é acompanhar as medidas da Prefeitura de Saquarema para a proteção da vegetação de restinga e a contenção da erosão na orla da Avenida Ministro Salgado Filho (RJ-102). O procedimento também inclui a fiscalização das intervenções previstas para a implantação de uma ciclovia no local”, concluiu o MPF.




















