Órgão federal registrou 5 tremores na última sexta, 26, a 75 km da cidade

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou 5 tremores de baixa magnitude na última sexta-feira, 26, com variações entre 1,5 e 2,5 na Escala Richter, na costa fluminense, a cerca de 75 quilômetros (km) de Saquarema.

O 1º tremor, de maior magnitude, teria sido registrado às 8h58, seguido de outros 2 tremores às 12h15 e 12h18, com magnitudes de 2,1 e 1,7, com o 4º às 13h, com magnitude de 2,1, e o último, às 21h23, já com a menor magnitude registada.

De acordo com a RSBR, que é coordenada pelo Observatório Nacional (ON), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os dados foram analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Sismólogo do ON, Gilberto Leite explica que esse tipo de evento é relativamente comum no litoral brasileiro, e rechaça qualquer risco significativo para a população de Saquarema ou de qualquer cidade do país.

“O Brasil registra pequenos tremores de terra com certa frequência, especialmente devido às tensões tectônicas que atuam na crosta terrestre. Na maioria dos casos, esses abalos têm baixa magnitude e não chegam a ser sentidos”, contou Gilberto Leite.

Segundo o especialista, casos como esses registrados a 75 km de Saquarema são comuns, como os registrados a cerca de 100 km de Maricá, em maio desse ano, que chagaram a 3,3 na Escala Richter, também em efeitos visíveis.

“A margem sudeste do Brasil, em particular, é considerada a principal zona sísmica offshore do país, onde pequenos terremotos ocorrem de forma relativamente frequente”, reforçou Gilberto Leite.

O sismólogo lembra ainda que não é possível prever o comportamento da atividade sísmica na região, impossibilitando prever se ocorrerá um novo tremor, quando ele poderá acontecer ou qual será sua magnitude.

“O que sabemos é que o histórico de sismicidade dessa região é marcado principalmente por eventos de baixas magnitudes”, completou Gilberto Leite.

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