Dois ferros-velhos foram interditados durante uma fiscalização da Operação Desmonte realizada nesta quarta-feira (9), em Saquarema, na Região dos Lagos. A ação encontrou peças automotivas sem identificação, além de um motor com a numeração raspada. Os agentes também identificaram irregularidades ambientais nos estabelecimentos. A fiscalização foi realizada por equipes da Diretoria de Desmontagem do Detran-RJ, com apoio de policiais militares e técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Os agentes vistoriaram dois estabelecimentos, um localizado em Vila Tour e outro no bairro Bicuíba. Em Vila Tour, o ferro-velho fica na Estrada da Caixa D’Água. Segundo o Detran-RJ, o estabelecimento não possui cadastro junto ao órgão e mantinha peças sem as etiquetas de identificação exigidas. Durante a vistoria, os agentes encontraram ainda um motor automotivo com a numeração raspada. O proprietário foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.
De acordo com o Detran-RJ, há suspeita de receptação relacionada ao material encontrado no estabelecimento. Além das irregularidades envolvendo as peças, a fiscalização identificou problemas ambientais. O local funciona em um terreno de terra batida, onde foram observados lançamentos de óleo e outros poluentes diretamente no solo. O estabelecimento foi autuado.
No ferro-velho de Bicuíba, os fiscais também encontraram peças sem identificação. Em parte dos materiais, as numerações que poderiam ser usadas para rastrear a procedência haviam sido retiradas ou suprimidas, dificultando a identificação dos produtos. Técnicos do Inea também apontaram risco ambiental no segundo estabelecimento. O comércio funciona em uma área de barranco e terreno de terra, com descarte de óleo e outros resíduos diretamente no solo. O local também foi autuado.
Os materiais apreendidos nos dois estabelecimentos serão encaminhados para empresas de reciclagem. A Operação Desmonte tem como objetivo fiscalizar o comércio de peças automotivas usadas e verificar se os estabelecimentos estão regularizados, se os produtos estão devidamente identificados e se é possível comprovar a origem do material comercializado. A fiscalização também busca garantir ao consumidor informações sobre a procedência e a legalidade das peças.




















